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Portifólio Tecnológico

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A metodologia da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, que utiliza folhas de nim indiano (Azadirachta indica A. Juss.) no controle alternativo da fusariose em mudas de pimenteira-do-reino (Piper nigrum L.), é 100% eficaz.

A mistura de folhas trituradas de nim no solo onde as mudas crescem permite que sejam transplantadas para o campo totalmente livres da fusariose e lhes concede mais vigor. As mudas sadias, associadas a boas práticas de cultivo, otimizam a vida útil do pimental.

Lançada em 2011, sob responsabilidade da pesquisadora Célia Tremacoldi, é uma tecnologia limpa, orgânica, de aplicação simples. Além de permitir a implantação de novos pimentais com material propagativo sadio, retarda o aparecimento natural da fusariose no campo e diminui sua disseminação para novas áreas de plantio.

A fusariose é causada por um fungo presente no solo, o Fusarium solani f. sp. piperis. Também chamada de podridão de raízes, a doença atormenta os pipericultores brasileiros há 50 anos. Detectável em quase todos os cultivos, dizima pimentais e causa prejuízos que não ocorrem no exterior, pois em outros países produtores a fusariose está sob controle.

A vida útil de um pimental pode ser superior a 12 anos, mas em áreas de fusariose não tem passado de cinco ou seis anos. O fato de não haver cultivares comerciais resistentes, nem tratamento químico eficaz contra o fusarium, potencializa ainda mais os benefícios da tecnologia, especialmente para agricultores familiares e pequenos produtores (a grande maioria dos pipericultores do Brasil) porque, além de comprovadamente eficaz, é metodologia de baixo custo de adoção.

Por Izabel Drulla Brandão